‘Pina’ é primeiro filme de arte em 3D

“É dança? É teatro? Ou é apenas a vida, amor, liberdade, esforço, saudade, alegria, desespero, reencontro, beleza, força?”, questiona o trailer de Pina, o primeiro ‘filme de arte 3D da história’. A resposta chega com a apresentação dos bailarinos da companhia Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, que a dançarina, pedagoga e coreógrafa alemã Pina Bausch criou e regeu ao longo de três décadas. Dirigido por Wim Wenders, e baseado na cidade de Wuppertal, o documentário rompe a barreira do palco e transporta a dança para cenários reais. Pina e Wenders trabalhavam juntos no filme quando ela morreu, em junho de 2009. Depois disso, Wenders reestruturou o projeto e perguntou aos bailarinos o que cada um gostaria de oferecer a Pina.

Hoenagem a Pina Baush mescla demosntrações artísticas - Divulgação
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Homenagem a Pina Baush mescla demosntrações artísticas

Interessante é observar que foi justamente uma brasileira a escolher, e oferecer, alegria. “Quando ele perguntou aos bailarinos o que gostaríamos de oferecer ou fazer para Pina, me veio imediatamente à cabeça esta cena de Trauerspiel, minha primeira produção com Pina”, contou ao Estado esta brasileira, a bailarina carioca Regina Advento, que entrou para a trupe depois de passar por uma audição em 1990 no Rio, quando Pina estava no País se apresentando em São Paulo e no Rio. Ela procurava homens, mas Regina foi selecionada. Três meses depois já estava na Alemanha, onde mora até hoje.

Para ela, que dá seu depoimento em português no filme, ainda que seja uma grande homenagem a Pina, foi uma experiência muito triste participar do documentário. “Começamos o filme em um momento muito doloroso da história da cia. Depois de tudo reestruturado, escolhemos os números e Wenders, os lugares onde os faríamos. Fiz também uma música com o texto que escrevi em Varsóvia, exatamente depois que soubemos da notícia da morte de Pina. Ele queria muito gravar a música para o filme, mas infelizmente no fim a minha música não entrou. Fiquei um pouco decepcionada com isto”, revela Regina, que vê no filme a grande possibilidade de levar o trabalho da companhia a um público que talvez nunca sairia de casa para ver um espetáculo de dança.

Não por acaso, para ela, além de unir o palco ao cinema, Wenders teve a grande sacada de levar a dança para ‘o mundo’. “O que mais gosto são de todas as cenas feitas fora do teatro.”

A bailarina também contou que sem Pina, a companhia mantém, claro, suas atividades, mas ainda passa por uma fase de mudanças e reestruturação. Já Regina está “fazendo coisas demais”.

“Estou terminando em junho meu curso de dois anos de Pedagogia da Dança Curativa. Vou retomar em breve meu trabalho solo, que apresento em setembro no festival Internacional de Erfurt”, informa ela, que também participa como cantora do projeto Clássica – Brasileira, em que a música clássica brasileira encontra a música popular. O primeiro concerto ocorre em setembro na Alemanha e, em seguida, vai virar um CD.

Fonte: Estadão

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