Mostra marca aniversário de 20 anos do MAC/RS

Porto Alegre (AE) – O Santander Cultural de Porto Alegre exibe um recorte panorâmico das artes visuais produzidas no Brasil desde os anos 80 na mostra O Triunfo do Contemporâneo – 20 Anos do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS), aberta até 22 de abril. O evento comemora as primeiras duas décadas do MAC/RS. Com um acervo de 384 obras, o museu tem uma sala de exposições na Casa de Cultura Mário Quintana, no centro da capital gaúcha, e deve ganhar sede própria nos próximos anos.

Para a exposição comemorativa, o curador Gaudêncio Fidelis, que também é diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), selecionou 150 obras de 65 artistas. São nomes que ganharam projeção desde os anos 90 ou que estão se destacando agora. A maioria é do Estado, mas, mas há representantes de todas as regiões brasileiras.

Entre as obras da primeira década de aquisições do MAC/RS estão as dos gaúchos Felix Bressan, Heloísa Crocco, Karin Lambrecht, Maria Lídia Magliani; dos paulistas Carlos Fajardo, Gisela Waetge, Marco Giannotti e Nuno Ramos, da paraense Danielle Fonseca, da carioca Gilda Vogt e da mineira Iole de Freitas.

A exposição exibe também peças mais recentes, incorporadas ao acervo nos últimos dez anos, assinadas pelos paulistas Yuri Firmeza e Mayana Redin, pelos mineiros Pablo Lobato e Paula Sampaio, pelo paranaense Tony Camargo e pelo gaúcho Daniel Escobar, entre outros.

Como curador, Fidelis viveu o desafio de adequar uma mostra de arte contemporânea ao estilo neoclássico do prédio do Santander Cultural, com muito mármore e vitrais. “Tinha de ser uma exposição inclusiva, que incluísse a arquitetura que a abriga.”

Para o diretor do MAC/RS, André Venzon, a exibição das obras no Santander, mais a recente ampliação do acervo, mostra uma espécie de renascimento do museu, depois de alguns anos enfrentando problemas provocados pela queda e inconstância de repasses de verbas à instituição.

“Das obras exibidas, cerca de 70% são novas aquisições”, revela. “Isso é fundamental para renovar o diálogo entre o artista, a produção contemporânea do Brasil e o público”, acrescenta.

Fonte: Veja

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