Livro discute dilemas do atual cenário artístico

Bolívar Torres

Publicado: 17/04/13 – 7h00
Atualizado: 17/04/13 – 9h17

RIO – Para toda uma geração recente de críticos e curadores, o desentendimento entre Modernismo e arte contemporânea é assunto superado. Surgidos em meio ao crescimento da arte brasileira no cenário internacional, veem-se confrontados a outros desafios. Em “Conversas com curadores e críticos de arte”, que será lançado nesta quarta, 17, às 19h, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o escritor Renato Rezende e o historiador Guilherme Bueno entrevistam 14 jovens críticos do país para compreender quais são seus dilemas e propostas no atual momento artístico.

— Esta geração nasceu na fase em que a arte brasileira recebeu um fluxo enorme de prestígio — lembra Rezende. — Não que esteja tudo uma maravilha, mas a demanda por críticos e curadores cresceu. Ela, porém, não está apenas surfando no oba-oba. Queríamos mostrar que tem critérios, que há um pensamento articulado e coerente, uma colaboração muito forte entre os críticos contemporâneos.

A lista de críticos é diversa e abrange nomes do eixo Rio-São Paulo (Luisa Duarte, Marcelo Campos, Marisa Flórido, Sergio Martins, Felipe Scovino, Fernanda Lopes e Cauê Alves), mas também representantes de outros estados (Orlando Maneschy, Clarissa Diniz, Cristiana Tejo, Gabriela Kremer Motta, Janaína Melo e Carlos Cassundé).

As conversas revelam pontos de aproximação, especialmente o diálogo e parceria com críticos de outras gerações (os mais citados são Paulo Herkenhoff e Paulo Sérgio Duarte). Os entrevistados também compartilham questões-chave do momento: que margem de manobra é possível depois que a arte foi definitivamente apropriada pelo mercado? Como fugir da simplificação do olhar estrangeiro? Ou, ainda: como lidar com as críticas de que a arte contemporânea aderiu ao vale-tudo?

— Ao contrário do crítico moderno, o contemporâneo não está preocupado em formar juízos de valor dizendo o que é arte e o que não é — avalia Rezende. — Mas não significa que não haja critério. Encontramos restrições ao contemporâneo dentro do seu próprio universo, como comprovam as ressalvas de Clarissa Diniz à arte relacional.

Fonte: O Globo

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