Em breve – Complexo Cultural da Luz

Foi apresentado nesta quarta-feira, 21, pela manhã, para o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o projeto do Complexo Cultural da Luz. “Diminuímos seu tamanho porque estava superdimensionado”, diz o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo. De 101 mil m² de área a ser construída na região central da capital paulista, o espaço ficará com 73 mil m². Com obra orçada em torno de R$ 500 milhões – cerca de metade dos recursos provenientes do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o restante do governo estadual – o Complexo Cultural da Luz vai abrigar teatro dedicado à dança e à ópera, as novas sedes da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim e da São Paulo Companhia de Dança, sala de recitais, espaço flexível para apresentações experimentais de artes cênicas, biblioteca, estacionamento, café, restaurante e área verde.

Área construída será de 73 mil m² na região central de São Paulo

O projeto do Complexo Cultural da Luz foi concebido pelo escritório de arquitetura suíço Herzog & de Meuron. Segundo Matarazzo, nem Jacques Herzog nem Pierre de Meuron vieram para apresentação, hoje, da obra para o governador Geraldo Alckmin e para a imprensa. A proposta será explicada pelo arquiteto brasileiro Marcelo Bernardi, que integra a equipe do escritório suíço. Agora, o próximo passo é abrir um edital para licitação de empresas para a construção do Complexo Cultural da Luz.

O secretário afirma que a previsão inicial é de que as obras se iniciem, provavelmente, no começo de 2013, durando cerca de quatro anos para a conclusão total do empreendimento, “maior da área cultural na América Latina”. “É uma obra de estruturas modulares e alguns espaços vão ficando prontos antes”, conta Andrea Matarazzo. Segundo ele, as principais mudanças recentes da obra se referem à ampliação das áreas verdes e estratégias para reduzir impermeabilizações. “É um projeto arquitetônico, não um projeto político”, afirma ainda o secretário de Cultura.

A proposta inicial do espaço data do secretário de Cultura anterior, João Sayad. Em 2008, ele anunciou o que seria o Teatro de Dança em frente da Sala São Paulo, na região da Luz, para ser a sede da São Paulo Companhia de Dança. Já era um projeto vultoso na época, orçado em R$ 300 milhões. “Ele nasceu, cresceu e voltou à sua origem”, define o secretário Matarazzo.

Os conceituados suíços Herzog & de Meuron, que criaram o Estádio Olímpico de Pequim, foram contratados desde o início para realizar o projeto paulistano. Na época, a escolha gerou polêmica, já que empresas brasileiras não participaram da seleção. Herzog & de Meuron começaram a concepção da obra brasileira em 2009 e estimam que o Complexo Cultural da Luz fique pronto em 2016. O desafio principal era criar um projeto para uma zona deteriorada da cidade, a cracolândia.

“O Complexo Cultural da Luz de São Paulo vai consolidar o maior distrito cultural da América Latina, compreendendo a Sala São Paulo, Pinacoteca do Estado, Estação Julio Prestes, Parque da Luz, Museu da Língua Portuguesa e Museu de Arte Sacra”, definiram os suíços. Para a construção do espaço, foi demolido o prédio onde funcionava o Shopping Luz – e onde antes abrigava a rodoviária de São Paulo. Os arquitetos receberam R$ 43 milhões pelo projeto.

O complexo prevê a construção de um teatro principal com capacidade para 1.750 pessoas, dedicado, principalmente, a apresentação de dança e ópera – e com fosso para orquestra; a sede da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim para atividades voltadas para 2 mil alunos, sala de recitais com 500 lugares, a sede, ainda, da São Paulo Companhia de Dança – de onde nasceu a ideia original -, outro teatro experimental e flexível com 400 lugares; biblioteca voltada à pesquisa sobre artes cênicas e musicais.

“É uma obra toda aprovada pelo Condephaat”, diz o secretário Andrea Matarazzo. Ele não afirma como será a direção do Complexo.

Fonte: Estadão

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