Custo para a construção do Museu do Amanhã triplica em um ano

A estimativa de custo para a construção do Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, triplicou em apenas um ano. O imóvel, a ser erguido na região portuária do Rio, é considerado a “âncora” da revitalização da área, prometida ao COI (Comitê Olímpico Internacional).

Em audiência pública na Câmara dos Vereadores, o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, disse que a construção do imóvel, ainda não licitada, está estimada em R$ 200 milhões. Quando o projeto foi apresentado, em fevereiro do ano passado, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Felipe Góes, havia dito que o teto imposto pelo prefeito Eduardo Paes para a obra era de R$ 65 milhões, excluídos gastos no entorno da área escolhida.
Paes temia que o projeto repetisse a construção da Cidade da Música, na Barra da Tijuca (zona oeste), cuja obra iniciou sem estimativa de custo definida e vai consumir mais de R$ 500 milhões. Meses após o lançamento, foi divulgado que o custo do projeto do Museu do Amanhã seria R$ 130 milhões.
O valor inclui, além da obra em si, R$ 29,6 milhões pela elaboração do projeto e organização do acervo, feito pela Fundação Roberto Marinho, e R$ 22,3 milhões referente ao reforço estrutural e execução das fundações do píer onde ficará o museu.
A construção do imóvel, assim, passaria a custar R$ 78,1 milhões. Mas, segundo Pinto, o custo pode subir em razão da cobertura metálica do edifício projetado por Calatrava. Servidores foram a Milwaukee (EUA) para analisar o museu de arte da cidade, também projetado por Calatrava e com estrutura semelhante ao museu carioca. “Descobriram que a cobertura foi trazida da Espanha de avião. Foi montada e testada na Espanha, colocada num avião e levada para lá (Milwaukee). Mas o museu foi construído com recursos privados e públicos. Foi uma operação de alto custo”, disse Pinto.
O edital de licitação da obra já está atrasado. A intenção inicial de Paes era fazer do Museu do Amanhã sede do encontro Rio +20, em 2012. Mas o secretário de Obras considera difícil a conclusão antes de 2013. A Secretaria de Obras disse “que o custo para a execução do Museu do Amanhã ainda não está fechado”. Afirmou que estão sendo buscadas “soluções técnicas para viabilizar o projeto, que possui uma série de especificidades”.

Fonte: Folha de São Paulo; 06/06/11; texto de Ítalo Nogueira, do Rio de Janeiro.

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