Carlos Cruz-Diez na Galeria Raquel Arnaud apresenta: – Circunstâncias e ambiguidades da cor

A exposição Circunstâncias e ambiguidades da cor reúne obras inéditas no Brasil de Carlos Cruz-Diez (1923, Caracas, Venezuela), um dos nomes seminais e notáveis da chamada arte cinética, apresentando suas recentes experiências com a cor, Duchas de Indução Cromática, e com o suporte, um recorte de sua produção denominada “obras efêmeras”, paralelamente em cartaz na China e na Coreia. Segundo o artista, seu trabalho busca o limite da visão normal, mas não para gerar efeitos. “Pretendo colocar em evidência circunstâncias inéditas, mas reais, da visão, com o propósito de estabelecer outra relação de conhecimento”.

Carlos Cruz-Diez,Inducción Gabo 30, 2011, cromografia sobre PVC, edição 4 de 8, 100cm

Com a sua instalação Duchas de Indução Cromática (1968-2011), um de seus primeiros ensaios sobre a ideia da cor no espaço – que vai ocupar o andar térreo da galeria ao lado de outros trabalhos bidimensionais –, o espectador literalmente tomará um banho de cor.  Já no piso superior da galeria, o artista apresenta ao público brasileiro uma de suas “obras efêmeras”. Em 2009, no Museum of Fine Arts, Houston, Texas, Cruz-Diez utilizou um novo suporte, a faixa de pedestres de uma rua de seu entorno, para jogar com as estruturas de suas linhas e ritmos visuais, transformando esse elemento cotidiano da cidade em arte (Crosswalks, 2009).

Galeria Raquel Arnaud
Exposição: CRUZ-DIEZ – Circunstâncias e ambiguidades da cor
Abertura: 11 de abril, às 19h
Visitação: 23 de fevereiro até 02 de junho de 2012
De segunda a sexta, das 10h às 19h, sábado, das 12h às 16h.
Rua Fidalga, 125 – Vila Madalena – Fone: 11. 3083-6322

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Cruz-Diez é considerado um dos principais expoentes da arte contemporânea. Iniciou sua pesquisa sobre a cor junto ao movimento cinético dos anos 1950-1960. O desenvolvimento de sua reflexão plástica ampliou nosso entendimento sobre a cor, demonstrando que a percepção do fenômeno cromático não está associada à forma. Cruz-Diez concebeu essa proposição no que ele qualifica como estruturas espaciais, “cromoestruturas” ou suportes para eventos cromáticos, dando origem ao que conhecemos como “Fisicromia”, “Transcromia”, “Indução Cromática”, “Cor Aditiva” e “Cromosaturação”. Em suas obras, demonstra que a cor, ao interagir com o espectador, converte-se em um acontecimento autônomo capaz de invadir o espaço sem o recurso da forma, sem anedotas, desprovida de símbolos.

Foi premiado na França, na Argentina e na Venezuela, e suas obras estão em diversos acervos: Archer M. Huntington Art Gallery, University of Texas (Austin); Casa de las Américas (Havana); Collection of Latin American Art, University of Essex (Colchester); Daros Latinamerican Collection (Zurique); Museum of Modern Art (Nova York); Irish Museum of Modern Art (Dublin); Josef Albers Museum Quadrat Bottrop; Musée d’Art Contemporain de Montréal; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris; Musée national d’art moderne – Centre Georges Pompidou (Paris); Museo de Arte Contemporáneo (Bogotá); Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber; Museo de la Solidaridad Salvador Allende (Santiago); Museum of Contemporary Art (Sydney); Museum of Fine Arts, Houston; Museum of Modern Art (Sydney);
Muzeum Sztuki (Lodz); National Taiwan Museum of Fine Arts (Taichung); Neue Pinakotheke (Munique); Palais de l’Unesco (Paris); Sonja-Henie Museum of Modern Art (Hovikodden); Tate Gallery (Londres); The Blanton Museum of Art (Austin).

No Brasil, obras suas estão no acervo do Museu de Arte Moderna e na Casa Daros do Rio de Janeiro. A Galeria Raquel Arnaud representa Cruz-Diez desde 1983, e organizou em 2007 a exposição Cruz-Diez – A Cor no Espaço, com duas séries inéditas, São Paulo e Brasil.

Fonte: Galeria Raquel Arnaud / TC Magazine

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